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#DesafioDasCapas2015: A Síndrome [E]

segunda-feira, 4 de maio de 2015
Oi, pessoal. Tudo bem?
Sei que estamos sumidas, mas agora que voltei a ter internet em casa vou poder me dedicar mais ao blog. A Lú ainda está resolvendo as pendencias e torcemos para quem em breve ela retorne definitivamente. <3

Ainda continuando minhas postagens de desafios literários, no mês de Abril eu li o livro A Sindrome [E] lançado pelo editora Intrínseca. Eu deveria ler um livro que começasse com a letra do meu nome (S). Este livro comprei baratinho na Bienal do Livro do ano passado e nunca, mas nunca na minha vida eu achei que seria tãaaao incrível


Titulo: A Sindrome [E]
Autor: Franck Thilliez
Editora: Intrínseca
Onde Comprar: Buscapé
Saiba mais no Skoob







Este é um livro que despertou em mim o desejo de ler apenas romance policial com uma grande pitada de teoria da conspiração. Bom, eu amo teoria da conspiração e já tive minha época obcecada pelo assunto, ficava horas e horas lendo só sites relacionados ao assunto e assistindo documentários. Quem odeia o assunto eu apenas vê tudo o que dizem como uma grande bobagem nunca vai entender; e olha que eu nem sou dessas que fica louca com o assunto.

Pois bem, A Síndrome [E] começa com um livro bem ordinário. Um colecionador de filmes antigos vai garimpar na casa de outro colecionador, que faleceu e portanto seu filho está vendendo todos os seus pertences que possam ser considerados como lixo. O cara tinha as mais diversas obras, algumas compradas e outras roubadas. Filmes famosos e filmes caseiros. Então nosso colecionar encontra um filme sem titulo, sem gênero, sem nome de diretor, produção e etc etc etc, curioso ele compra esse filme e quando finalmente vai assistir no meio da sessão ele fica cego. E é aí que a coisa toda começa a ficar interessante.

Nosso colecionador tem uma amiga policial - Lucie - que logo fica curiosa em relação ao filme, portanto resolve assisti-lo. Não, por sorte ela não fica cega, mas ela fica extremamente abalada com o conteúdo do filme. E não é para menos. Em determinado momento do livro nós temos descrições detalhadas dos acontecimentos e mesmo sem ver a coisa toda me deixou com reações um tanto inexplicáveis. Eu poderia dizer enjoada, mas isso faria você pensar que o conteúdo é simplesmente algo nojento, quando na verdade não é só isso. O conteúdo é algo que pode mexer com o psicológico de pessoas mais fortes, de pessoas que não se abalam facilmente. Ora essa, se a própria policial se sentiu dessa forma, quem somos nós para não sentir? 

Em paralelo a história do filme, em algum lugar próximo dali, temos a descoberta de uma série de cadáveres sem a menor possibilidade de identificação. Um policial abalado psicologicamente - Sharko - é colocado como responsável pelo caso e quando menos espera seu caminho se cruza com Lucie. Como pode três cadáveres estar tão relacionados com um vídeo antigo? 

O mais interessante nesse livro - veja bem, eu nunca fui muito adepta a ler livros policiais por isso não sei se é algo que ocorre em todos os livros - é a forma como o autor relaciona a ficção, a teoria da conspiração, com fatos reais que ocorreram na década de 50. A forma como saímos da França e vamos até o Canada para desvendar o mistério que um simples filme esconde e que desencadeou tantas tragédias a nível mundial. No minimo devo dizer que Franck Thilliez teve muito trabalho em suas pesquisas para escrever esse livro. 

Bom, se tem uma coisa que eu sempre faço questão de falar nas minhas resenhas são dos personagens, e não poderia deixar de falar sobre eles aqui, mesmo que - na minha opinião - eles não tenham tido tanto destaque quanto a própria história. Lucie é uma mulher solteira, porém com duas filhas gêmeas. No livro não fica muito claro os motivos dela ser solteira, mas parece que algo muito tenso aconteceu com ela no passada. Acredito que é algo que seja abordado na sequencia (descobri que tem outros livros, porém o caso em que eles trabalham é outro). Ela é corajosa, apesar de não ser tão segura de sim; mas é bem obvio que ela é capaz de fazer de tudo pelas filhas e pelo seu trabalho. Sharko já é um caso mais complicado. Ele perdeu a esposa e a filha em uma situação nada agradável e por causa disso ele ficou extremamente abalado psicologicamente; seu caso é tão grave que ele tem até delírios. Os dois personagens sozinhos não tem muita graça, portanto a partir do momento em que eles se conhecem e passam a trabalhar juntos podemos ver um ótimo time se formando. É clichê dizer, mas me arrisco: Um completa o outro e é por isso que eu pretendo logo ler os outros livros da série (mas acho que só tem dois no Brasil :( ).

A Intrínseca pecou um pouco na edição. Eu não sou o tipo de leitora que fica lendo um livro procurando erros de português e tal, geralmente esse tipo de coisa passa por mim que eu nem vejo; Mas nesse caso não deu para evitar. Muitos erros bobos que uma boa revisão já daria um jeito. 

É quando nos afastamos das coisas mais simples que nos damos conta para sempre de que elas não são assim tão sem graça.  






#DesafioDasCapas2015: Ilha do Medo

quinta-feira, 2 de abril de 2015
Olá, pessoal!

Já é o terceiro livro lido do Desafio das Capas do blog Recanto da Mi e o tema da vez é "capa com uma pessoa famosa". Como esse livro é emprestado e eu não gosto de ficar segurando livro emprestado por muito tempo acabei lendo ele em Fevereiro para poder devolver logo e coincidiu de estar entro do tema.

Titulo: Ilha do Medo
Autor: Dennis Lehane
Editora: Companhia das Letras
Onde Comprar: Buscapé
Saiba mais no Skoob








Primeiro de tudo: Que livro é esse? Tô até agora com vontade de pegar e começar a ler tudo de novo. Assim que terminei a leitura assisti ao filme, que tem o querido Léo DiCaprio no elenco e conclui que a adaptação é incrível. Obrigada, Scorsese.

Bom, Ilha do Medo trata a história de dois xerifes que são enviados para uma ilha para investigar o desaparecimento de uma paciente do hospital psiquiátrico de segurança máxima; que para nós pode ser chamado simplesmente de prisão. As condições em que a paciente fugiu são extremamente suspeitas e ao tentar realizar a investigação os policiais são impedidos pela equipe do hospital de analisar relatórios, fichas de pacientes e médicos e por muitas vezes são desacreditados.

Teddy, um dos xerifes e o personagem principal da história, tem um histórico de vida bem... complicado. É herói de guerra e perdeu sua esposa em um incêndio, causado propositalmente por um incendiário - que mais tarde Teddy revela saber que se encontra preso na ilha. Chuck é seu parceiro e pouco é revelado sobre ele, apenas que se transferiu de Seattle por conta do seu envolvimento com uma moça oriental.

Teddy é um personagem bem construído, que facilmente o leitor se apaga podendo ama-lo ou odiá-lo, dependendo da opinião de cada um. Eu ainda não cheguei a minha própria conclusão, pois por diversos momentos eu o amei, e então passei a odiá-lo, senti pena e sofri com ele. Para quem já leu o livro ou viu o filme posso dizer que Teddy é o tipo de personagem feito para não deixar duvidas ao leitor.

Foi o primeiro livro do Dennis que eu li e não vejo a hora de ler outros, já pude perceber que o autor adora criar um mistério para chegar no final e nos surpreender. Sim, Ilha do Medo é aquele tipo de livro que qualquer informação à mais pode estragar a surpresa do final, que no minimo deixa o leitor pensando "que m!@#$ foi essa?" (no sentido de "que fod@"). Dennis não deixou pontas soltas, ou duvidas sobre a veracidade dos fatos revelados.

Aos mais medrosos podem ficar tranquilos, apesar do nome o livro não tem nada de assustador ou terror. Antes o título era Paciente 67 e sofreu alteração por conta do filme. Pessoalmente acredito que Paciente 67 combina mais com o enredo do livro, já que em determinado ponto eles procuram pelo paciente 67 da ilha, que todos dizem não existir; E claro que esse paciente em questão é a chave de todo o mistério que ronda a história.