Mostrando postagens com marcador O Diário de Anne Frank. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador O Diário de Anne Frank. Mostrar todas as postagens

#ChallengeClassicYear: O Diário de Anne Frank

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Olá, pessoal! 

Eu nunca fui uma leitora muito assidua, e até meados de maio/junho de 2014 eu era dessas que lia apenas uns cinco livros por ano. De repente me afundei nos livros e li um monte de coisa até que chegou um momento que eu pensei "Okay, preciso de mais", só que mais o que? Senti a necessidade de ler clássicos, mesmo já imaginando o quanto isso vai ser difícil (ou não, né). Então eis que surgiu o Challenge Classics Year promovido pelo Blog LiteRata e eu vi uma ótima oportunidade para começar a ler uns clássicos e poder definir se eu gosto ou não deles. 

Os temas não precisam ser seguidos na ordem que a Ju colocou no post de divulgação do desafio, portanto eu fiz um sorteio. O primeiro tema foi: Um clássico biográfico. 


Título: O Diário de Anne Frank
Autor: Anne Frank / Edição Definitiva por Otto Frank e Mirjam Pressler
Editora: Best Bolso
Onde Comprar: Submarino
Saiba mais no Skoob








Apesar de sempre (e é sempre mesmo) ver o pessoal comentando sobre esse livro eu nunca tive vontade de lê-lo. Primeiro o tema segunda guerra/holocausto não me agrada nenhum pouco; Segundo acho que só o primeiro motivo sempre me fez fugir do livro. Pois bem, sem ideias para ler nesse tema do desafio a Ju acabou me indicando esse e pensei "Okay, tudo bem. Vai esse mesmo"

E ao final do livro eu me fiz a pergunta: Qual é o verdadeiro motivo das pessoas gostarem tanto desse livro? Imaginei que ele teria uma história triste, daquelas de arrancar o cabelo de tanto chorar. Não. Quer dizer, de fato é uma história triste mas confesso (com medo de morrer) que em diversos momentos eu me sentia lendo um diário de confinamento do BBB (não me matem). Eu digo isso pelos seguintes motivos: a) Todos na casa se odeiam, inclusive os membros da família Frank (vide Anne e sua mãe); b) Brigam por comida; c) Brigam sem motivo algum; d) Casos amorosos; e etc. 

Realmente eu posso estar falando de uma forma que muitos vão considerar desrespeitosa sobre a vida de Anne e seus companheiros de confinamento, e talvez até desconsiderando o que eles passaram ao longo dos dois anos que ficaram no Anexo. Pois bem, realmente estou deixando de lado esse aspecto pois a visão que temos, o tempo todo, é de Anne, que como muitos devem saber era apenas uma adolescente. 

Durante diversos momentos na narrativa fiz uma retrospectiva da minha adolescência e tentei imaginar o quanto eu deveria ser irritante, e bom... Isso é normal com qualquer adolescente. Anne não escapou dessa fase. Tem seus momentos em que odeia a mãe (eu não acredito nessa ideia de que ela simplesmente odiava a mãe o tempo todo), odeia o pai, odeia a todos e se acha a menina injustiçada do mundo pois ninguém a compreende. Acho que em diversos momentos eu odiei Anne simplesmente por ver nela muito de mim, mesmo depois da vida adulta. Veja bem, não é só porque o livro não foi exatamente o que eu imaginei que não gostei dele e não ache que tinha me trazido algumas reflexões. 

Como eu disse, não sou fã do assunto guerra, então ver que o livro não aborda tanto a guerra e sim a vida no Anexo me fez gostar mais da leitura. Achei interessante a despreocupação (por falta de palavra melhor) de Anne em relação a guerra; Não que ela não tivesse interesse pelo assunto, mas sim porque mesmo tendo que viver em um confinamento e com medo o tempo todo, ela ainda conseguiu ser uma adolescente normal (de acordo com as suas limitações). Apesar da guerra Anne tinha esperanças e sonhos; Apesar da guerra Anne acreditava que as coisas poderia melhorar, tanto para si quanto para o próprio mundo. 

Não acho que O Diário de Anne Frank seja um livro que cause emoção ao leitor, mas no minimo ele pode te dar uma visão diferente do período da guerra, e mostrar como viviam as pessoas que tiveram que se esconder para não sofrerem o que milhões de judeus sofreram durante o holocausto.