Mostrando postagens com marcador Julio Verne. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Julio Verne. Mostrar todas as postagens

#ChallengeClassicsYear: A Volta ao Mundo em 80 Dias

terça-feira, 10 de março de 2015
Olá, pessoal!

Então para dar continuidade ao Challenge Classisc Year - do blog Literata - o livro da vez foi A Volta ao Mundo em 80 Dias do Julio Verne, já que o tema do mês foi um clássico de aventura.

Titulo: A Volta ao Mundo em 80 Dias
Autor: Julio Verne
Editora: Amazon (eu peguei a versão gratuita da Amazon, e lá não diz qual é a editora)









Para ser bem sincera eu fiquei um pouco decepcionada com esse livro. Desconsiderando aqui todas as dificuldades de se ler um clássico, a minha decepção ficou por conta da história em si. 

Fogg é um personagem intrigante, que durante toda a narrativa não se mostra uma pessoa normal. Acho que o melhor adjetivo para ele seja estranho. Ele não é um cara mau, ou algo do tipo; Pelo contrário, durante a história ele tem alguns atos de coragem e bondade que dificilmente imaginaríamos dele. É engraçado, para começo de conversa, pensar que esse cara todo sistemático com a sua rotina iria entrar em uma aposta para dar a volta ao mundo em tão pouco - considerando a época em questão. O que mais me incomodou nesse personagem foi o fato de que ele estava - supostamente - vivendo uma aventura, dando a volta ao mundo e não aproveitou os momentos. Ele ficava trancafiado em sua cabine nos barcos, não se dava ao trabalho de conhecer um pouco das cidades em que paravam e coisas assim.

Seu criado, Passepartout, é uma questão à parte. É aquele personagem que tipicamente só faz burrada apenas para dar aquele equilíbrio na história, sendo até mesmo engraçado. Por fim temos o Detetive Fix, que segue os cavalheiros ao redor do mundo pois acredita que Fogg é um assaltante e Sra. Aouda uma jovem indiana que foi salva por Fogg e Passepartout enquanto eles estavam na Índia. 

Confesso que não consegui me conectar com nenhum dos personagens do livro, além de achar as descrições do autor bem chatinhas e por muitas vezes eu sentia que estava lendo os trecho no modo automático, até que finalmente acontecesse alguma coisa emocionante. Por se tratar de uma aventura eu imaginei diversas coisas acontecendo durante a viagem, além de imprevistos e perigos; porém mesmo contendo esses elementos eles não foram tão emocionantes quanto eu imaginei. Além do mais os problemas eram facilmente resolvidos com dinheiro. 

Para não desacreditar tanto assim o livro vou dizer que gostei bastante do final. Não que tenha uma grande reviravolta, mas me surpreendi pela atitude de Fogg, demonstrando finalmente seus sentimentos e um pouco de espirito aventureiro. 

Acredito que, talvez, na época em que o livro foi escrito a noção de aventura seja um pouco diferente do que hoje em dia. 
Essa edição da Amazon, foi traduzida por voluntários, tem alguns pequenos erros de português mas nada que seja tão incomodo durante a leitura. Acho que por não se tratar de uma tradução oficial ela seja mais fácil de entender e fluir a leitura de modo mais leve do que o normal. 

Sabia que na vida é preciso ter em conta os atritos, e como os atritos atrasam, para evitar, não entrava em contato com ninguém.
As fisionomias honestas, são estas sobretudo as que se precisa desmascarar. 
- Ora, ora! Mas é um homem de coração! - disse Sir Francis Cromarty.
- Às vezes - respondeu simplesmente Phileas Fogg. Quando tenho tempo.